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Mercado avalia impacto da queda do sigilo do Master
Resumo:André Mendonça derruba sigilo de inquéritos a pedido de Fachin; informações geraram repercussão imediata nos mercados
André Mendonça derruba sigilo de inquéritos a pedido de Fachin; informações geraram repercussão imediata nos mercados
O mercado financeiro voltou as atenções nesta sexta-feira (11) para os desdobramentos do caso do Banco Master, após o ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça derrubar o sigilo dos inquéritos a pedido de Edson Fachin, presidente da Corte.
A decisão trouxe à tona informações que podem acirrar o chamado “Custo Brasil” e o trade eleitoral.
Um dos principais destaques da queda do sigilo até o momento está a relação de diretores do Banco Centralcom o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo apontamentos da polícia, foram identificados pagamentos de até R$ 760 mil por mês ao chefe de supervisão da instituição, Belline Santana.

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A quebra de sigilo gerou repercussão imediata nos mercados e levantou questionamentos sobre a integridade de agentes ligados ao sistema financeiro.
Em entrevista ao CNN Money, Gustavo Cruz, estrategista-chefe da Sincra, avaliou que o mercado financeiro tem tratado as revelações com cautela e sem generalizar o impacto sobre a instituição.
“Por enquanto, o mercado financeiro tem analisado como algo muito específico de algumas pessoas dentro da instituição”, afirmou.
Segundo ele, o Banco Central segue sendo respeitado interna e externamente: “Os quadros de carreira do Banco Central são muito respeitados, são sempre colocados como quadros muito técnicos.”
Cruz também destacou que, desde que a independência do Banco Centralpassou a valer, a postura da instituição tem sido vista como tecnicamente sólida, inclusive diante de pressões políticas.
“A crítica do governo atual é justamente de [o Banco Central] não seguir o desejo do governo”, disse. Ele citou críticas recentes de integrantes do governo à manutenção da taxa de juros.
Para o estrategista, esse tipo de postura reforça a credibilidade da instituição: “Esses tipos de movimentações passam credibilidade.”
As informações tornadas públicas nesta sexta-feira chegam poucos dias antes da sessão extraordinária do plenário do STF, que vai discutir as controvérsias em torno do relatório da Polícia Federal sobre conversas entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, marcada para a terça-feira (15).
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