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Ibovespa ignora pessimismo global e recupera 188 mil pontos; dólar recua
Resumo:Petróleo se mantém acima de US$ 100 com conflitos no Oriente Médio; BCE sobe taxas na zona do euro
Petróleo se mantém acima de US$ 100 com conflitos no Oriente Médio; BCE sobe taxas na zona do euro
Os principais indicadores do mercado financeiro no Brasil inverteram sinal e passaram a operar no campo positivo nesta quinta-feira (10), apesar do clima negativo no cenário global e decisões sobre juros no radar dos investidores.
A escala nas tensões geopolíticas dão novo fôlego ao petróleo, que se mantém acima de US$ 100, maior patamar desde julho.
Mercados também digerem a alta dos juros pelo BCE (Banco Central Europeu), na zona do euro, e dados da inflação nos Estados Unidos, que devem balizar as expectativas para aumento das taxas pelo Fed (Federal Reserve), na próxima semana.
Por volta de 12h40, o dólar perdia 0,2% ante o real, cotado a R$ 5,095. Na véspera, a divisa norte-americana encerrou com alta de 0,44%, aos R$ 5,111.
Na mesma hora, o Ibovespa subia 1,3%, de volta ao patamar dos 188 mil pontos, apoiado principalmente pelo avanço de ações de bancos.
Poupança registra saída líquida de R$ 10,6 bi em agosto, diz BC
BCE sobe juros na zona do euro em meio à pressão por guerra no Irã
Setor de serviços tem resultado abaixo do esperado em julho
- Petróleo acima de US$ 100
- BCE sobe juros
Investidores aguardam nova pesquisa eleitoral nesta sessão, após os últimos levantamentos indicarem uma disputa acirrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) para o Planalto.
“Depois de Quaest e BTG/Nexus mostrarem uma disputa praticamente empatada, o mercado quer saber se a tendência se confirma”, afirmou o responsável pela área de renda variável da Criteria, Thiago Pedroso.
A reação mais positiva das ações ao noticiário sobre a corrida tem como pano de fundo a percepção de parte do mercado de que uma mudança em Brasília resultaria em uma política fiscal mais disciplinada a partir do próximo ano.
Os preços do petróleo estendem as altas nesta quinta-feira, com o barril acima de US$ 100 em meio à renovação das tensões no Oriente Médio e o temor de impactos no abastecimento energético.
A commodity mostra aceleração desde o início da semana, após novos ataques de houthis contra forças da Arábia Saudita e a atual expansão dos conflitos para o Iêmen.
Por volta de 9h45, o barril do tipo Brent - referência ao mercado internacional - subia mais de 4%, acima de US$ 105.
Na mesma hora, o WTI - base no mercado dos EUA - tinha avanço de 4,1%, a US$ 100,02 o barril.
Os houthis, alinhados ao Irã, assumiram nesta quinta-feira o controle da histórica cidade portuária de Mocha, segundo quatro fontes militares do governo do Iêmen. O grupo ampliou sua influência sobre o estreito de Bab el-Mandeb, uma das principais rotas marítimas do mundo.
Os houthis também lançaram ataques contra as estratégicas ilhas de Hanish, no Mar Vermelho, segundo fontes do governo ouvidas pela Reuters. Forças governamentais e seus aliados estão se deslocando para o sul, em direção a Dhubab, cidade localizada diretamente no estreito, do outro lado da ilha de Perim.
Nos últimos dias, houve uma escalada nos combates entre os aliados da Arábia Saudita no governo internacionalmente reconhecido do Iêmen e os houthis. O conflito abre uma segunda frente de guerra na disputa envolvendo o Irã e ameaça o fornecimento global de energia.
O BCE (Banco Central Europeu) elevou as taxas de juros pela segunda vez neste ano, em uma medida amplamente sinalizada na quinta-feira, na esperança de conter uma alta da inflação impulsionada inteiramente pelos custos mais elevados de energia decorrentes da guerra contra o Irã.
A autoridade monetária elevou a taxa em 0,25 ponto base, a 2,5%, conforme esperado pelo mercado. O patamar passa a valer a partir de 16 de setembro.
A disparada dos preços do petróleo e do gás natural elevou a inflação para bem acima de 3% na zona do euro (composta por 21 países) no mês passado, superando em muito a meta de 2% do BCE.
Mais cedo, dados do PPI, o índice de preços ao produtor, dos EUA mostrou números próximos da expectativa em agosto. Na passagem de julho, o indicador da inflação subiu 0,4%, enquanto em 12 meses o resultado ficou em avanço de 5,4%.
Apesar de os dados virem próximos do esperado, o mercado mantém a aposta de alta dos juros pelo Fed na próxima semana, a primeira desde 2023, em meio à pressão gerada pela alta dos preços com a guerra no Irã.
*Com informações da Reuters
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