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Linhão de transmissão que liga MA a GO terá operação antecipada para 2028
Resumo:Projeto da State Grid que liga Graça Aranha–Silvânia deve reforçar a capacidade de escoamento da energia renovável produzida no Nordeste para os centros de consumo do país
Projeto da State Grid que liga Graça Aranha–Silvânia deve reforçar a capacidade de escoamento da energia renovável produzida no Nordeste para os centros de consumo do país
O MME (Ministério de Minas e Energia) anunciou que o projeto de transmissão que vai ligar as cidades de Graça Aranha, no Maranhão, até Silvânia, em Goiás, terá o início da operação antecipadade 2030 para março de 2028, o que deve liberar cerca de 5 gigawatts (GW) de potência ao SIN (Sistema Interligado Nacional).
O empreendimento foi licitado em 2023 pela chinesa State Gride tem mais de R$ 18 bilhõesem investimentos. O novo cronograma foi apresentado nesta quinta-feira (16) pelo presidente do conselho da empresa, Sun Tao, ao ministro Alexandre Silveira na sede do ministério.
Com aproximadamente 1.500 quilômetros de extensão, a linha de transmissão em corrente contínua (HVDC, na sigla em inglês) de 800 kV ligará a subestação Graça Aranha, no Maranhão, à subestação Silvânia, em Goiás, passando pelo Tocantins. Esse tipo de tecnologia permite transportar grandes blocos de energia por longas distâncias a fim de ampliar o intercâmbio de energia entre as regiões Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste.
Hoje, parte da energia produzida no Nordeste não é aproveitada por falta de infraestrutura de transmissão para escoar esse excedente. Por conta disso, o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) determina que as empresas cortes a geração, fenômeno conhecido pelo jargão “curtailment”.
O plano é que a infraestrutura amplie a capacidade de escoamento da geração renovável produzida no Nordeste para os principais centros de carga do país, além de conectar o sistema às subestações de Presidente Dutra (MA), Teresina (PI), Samambaia (DF), Itumbiara (GO) e Emborcação (MG).
“Estamos falando de um empreendimento com capacidade de transmissão de 5 GW, que vai ampliar o intercâmbio de energia entre as regiões do país, aumentar a flexibilidade operativa do SIN e permitir um melhor aproveitamento da geração renovável produzida no Nordeste”, disse em nota o ministro Alexandre Silveira.
Segundo a pasta, essa infraestrutura será importante, também, para o primeiro leilão de sistemas de armazenamento por baterias, previsto para o fim do ano. Enquanto a linha amplia a capacidade de escoamento da energia produzida, as baterias agregam flexibilidade ao sistema ao armazenar energia e disponibilizá-la nos momentos de maior necessidade.
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